sexshop gospel

SexShop cristão – Manual Gospel para Sexshops.

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Sexshop cristão é a mais nova invenção e já tem até projeto para elaboração de manual de orientação para o comércio.

Publicado em: ABEME07 de maio de 2013

Associação do setor quer a participação de pastores e fiéis na elaboração e já conta com especialistas do mercado erótico, sexólogos e médicos para iniciar o projeto para manual gospel para sexshop.

Nas últimas semanas uma polêmica foi levantada relacionada aos produtos eróticos de sexshops e a religião: Então pessoas evangélicas podem usar produtos sensuais? Antes de debater esta questão, é importante frisar que o sexshop nasceu como uma loja de ajuda marital, ou seja, a ideia desde o inicio foi orientar os casais unidos maritalmente.

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Pensando em quebrar alguns paradigmas a ABEME (Associação Brasileira de Empresas do Mercado erótico Sensual) iniciou um estudo com os distribuidores e vendedores de produtos para evangélicos e convida pastores, e cristãos interessados em conjuntamente criar um manual para orientar o comércio de produtos íntimos dentro dos preceitos bíblicos, pensando em qualidade, saúde e na união do casal com respeito e amor.

“É preciso haver uma capacitação apropriada dos profissionais do setor para atender este público (evangélico). São necessários conhecimentos sobre sexualidade humana, um estudo profundo sobre produtos íntimos, sensuais e eróticos (sob a ótica de qualidade, benefícios e usos), e principalmente sobre a palavra (Bíblia)”, explica Paula Aguiar, presidente da ABEME.

Estes três pilares precisam ser debatidos dentro da comunidade evangélica cristã, antes de iniciar qualquer negócio. A demanda é grande por parte dos fiéis, que tem buscado nos produtos o fortalecimento do amor conjugal, para a união do casal e consequentemente da família.

Atualmente os maiores consumidores de produtos sensuais, eróticos ou íntimos no Brasil são as mulheres e o que mais elas consomem são produtos que só podem ser usados a dois e que em 90% dos casos não tem nenhuma conotação pornográfica. Isto tem um significado muito grande sobre o que é o mercado de sexshops no Brasil .

O erotismo e a sensualidade não estão diretamente ligados a pornografia “Higiene, saúde e o amor entre o casal movimentava a primeira sexshop do mundo (Alemanha 1962). A pornografia (filmes e imagens explicitas) foi o prato principal quando o negocio chegou nos EUA, numa época de liberação do sexo (década de 70)”, complementa Paula Aguiar.

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Seria essa mais uma forma de oportunismo? A meu ver, sexshop é sexshop, independente do que vende ou deixa de vender. Maicon Santos, evangélico, dono do SexshopGospel dia: “Nós não vendemos artigos homossexuais, anais, nem temos artigos sadomasoquistas. A ideia surgiu ao ler livros evangélicos sobre sexo, divórcios e casamentos nas igrejas. Percebi a falta de ‘atrativos’ para ajudar na manutenção do relacionamento. Após pesquisas, descobri que já existem sites no exterior e adotei a ideia”.

Gostaria de saber quais itens são considerados exclusivamente como homossexuais e que não são vendidos nesse tal sexshop gospel. Dizem que nesse sexshop cristãos normalmente tomam outros cuidados como: não conter cenas de nudez nas embalagens, lingeries em manequins e não em modelos, sem venda de brinquedos para sexo anal e camisinhas, linguagem menos explícita, e envio de pedidos de forma discreta.

  1. Nudez nas embalagens: esse povo faz sexo vestido? ou faz de luz apagada? Desculpa, mas conheço MUITO cristão que vive pregando a palavra de Deus, que curte ficar vendo pornografia. 
  2. Sem vendas de brinquedos para sexo anal. Ahhhh sim, devem ser estes os artigos homossexuais a que se referem. Ok, mas vibrador tem, né? Seria ingenuidade demais achar que vibradores comuns não seriam usados para sexo/estimulação anal. Ou eu que devo ser uma pervertida de pensar isso. Vai saber, né? Mas veja a contradição, vendem lubrificantes lá.
  3. Camisinhas. Ok, eu sei que a maioria dos casais costuma não usar, mas se o sexo não tiver como única finalidade a procriação, não sejam incentivadores do sexo não seguro. (Traição ocorre independente de religião, não sejamos hipócritas)
  4. Envio de pedidos de forma discreta. Atualmente existe algum sexshop que não faça envios de forma discreta? Isso não é exclusividade desse lado. Sendo religiosos, ou não, a maioria das pessoas ainda gosta da sua privacidade, e o porteiro do seu prédio não precisa saber que você comprou algemas, fantasias e etc, não é mesmo?

Em blogs cristãos, líderes evangélicos questionam se isso realmente é correto por focar-se nos prazeres da carne. “Os cristãos verdadeiros não podem se calar diante de tanta corrupção. Precisamos nos levantar diante dessas afrontas e bradar – BASTA”, falou em nota sobre o assunto o Centro Apologético Cristão de Pesquisas (CACP).

Pode até não ser oportunismo ou qualquer coisa do tipo, mas acho que é só mais um meio de ser hipócrita. A pessoa que quer comprar artigos sexuais, vai comprar independente de ser um sexshop comum ou gospel. Ou você deixaria de comprar algum livro considerado gospel só porque está a venda em uma livraria comum? Você que cai nos tais “prazeres da carne” continua sendo um pecador, mesmo comprando brinquedinhos para apimentar a relação em sexshop gospel.

Para ter uma visão mais focada em mercado, recomendo o post da linda @_aliciadeliaO polêmico manual gospel para sexshops

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