Contos do Leitor: #02 Festinha de final de ano

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Esquentando a terça-feira com um conto enviado por um amigo. Espero que gostem e que colaborem também, podem enviar seus contos por email (contato@meudoceveneno.com.br), que se eu gostar da leitura e ele for bem escrito, será publicado aqui.

“Sempre quis comê-la. Sim, comê-la, nada de fazer amor, nheco-nheco, dar umazinha… queria fudê-la. Mas ela era casada, e pouco tempo depois ele se casou. Eram colegas de repartição, mas falavam-se pouco no trabalho. Sempre notou que ela o olhava com um olhar de… curiosidade. Não era ‘desejo’ ou ‘vontade’, parecia uma curiosidade mesmo. Mas curiosidade de quê, ele se perguntava? Isso o perturbava.

Um belo dia rolou. Fim de ano, época de festividades entre os amigos, principalmente no trabalho. Fizeram um amigo oculto e adivinha quem ele tirou? Ela.

Na hora do sorteio ele até riu, e olhou instintivamente para ela (que, por essas coincidências da vida que ninguém explica, olhou no mesmo instante para ele). Ela pediu uma bolsa. Foi fácil comprá-la. A esposa perguntou “Pra quem é essa bolsa?” e ele respondeu, fingindo pouca importância, mas explodindo de excitação por dentro: “É pra mulher lá que sorteei, nem sei o nome direito.”

Chegou o dia da comemoração do trabalho. Ele levou o presente, saíram todos pra almoçar na rua, ela estava linda (como sempre). Era morena, gordinha, bunda grande, pernas grossas. Um pezinho pequeno, “Seria 34 ou 35?”, ele pensava, toda vez que a via de sandália rasteira nos dias de maior calor na cidade. As unhas dos pés sempre pintadinhas, que vontade de beijar aqueles pezinhos, ele sentia. Rosto de mulher forte, determinada. Mas com um olhar meigo, que demonstrava os seus sentimentos. Ele era tarado por gordinhas. Trabalhar com ela era uma verdadeira tentação diária, mas ele se comportava. Até então.

No almoço alguém sugeriu um vinho. “Só se for suave.”, ela disse. Pediram uma, duas, na terceira garrafa ele já não se continha mais em disfarçar o olhar que não fugia do dela. E ela retribuindo, olhando também. Vieram a troca dos presentes. Ele falou umas bobeiras e entregou a bolsa pra ela. Na hora do agradecimento, um abraço e quando foi dar os dois beijinhos no rosto, como de costume entre as pessoas, o segundo, por um milionésimo de segundo, resvalou na boca dela. Ele riu. Ela passou a lingua entre os lábios, rapido, olhando para ele. Se afastaram e foram sentar nos seus lugares. Ninguèm havia visto nada, mas aquilo tinha deixado-o com tesão. Bebeu mais um copo de vinho, quase uma garrafa inteira de água mineral, que havia pedido e foi ao banheiro.

Lá dentro lavou o rosto, olhou no espelho e falou “Cara, o que você tá pensando?”. Saiu rindo da situação e quando passou pelo corredor dos banheiros que levava ao salão a viu entrando no feminino. Fez um ‘Psiu’ com a boca, e ela olhou para trás. Sorriu e entrou. Ele ficou ali, parado. Quanto tempo? 20 segundos, 30, 1 minuto, não sabe. Uma vontade louca de entrar naquele banheiro, segurá-la pelos cabelos e beijar sua boca. Só retornou ao mundo quando uma voz atrás dele pediu ‘Licença.’ e duas mulheres passaram para ir ao banheiro também.

Não voltou pra mesa. Não se despediu de ninguém. Foi para a esquina da rua do restaurante e ficou esperando. Tinha que ser hoje. Tinha que ser naquele final de tarde.

Esperou e todos foram saindo, passando do outro lado da rua. Ela saiu sozinha, ele foi atrás. Atravessou a rua e foi seguindo aquela bunda generosa que ia de um lado para o outro, o convidando, chamando para o pecado. Ela olhou por cima do ombro e o viu. Apertou o passo e entrou na primeira rua à sua esquerda. Era um beco, o sol ia se pondo e mostrava a fraca iluminação da mesma. Assim que ele entrou atrás dela, ela estava encostada na parede. Ele parou em frente a ela e suas mãos automaticamente foram na direção da sua cintura. Ela jogou as mãos em volta do pescoço dele e se beijaram. Um beijo que parecia uma descarga de eletricidade, com bocas vorazes, linguas que dançavam dentro e fora das bocas, mãos que apertavam ambos os corpos com vigor… Sentiu pela primeira vez aquela bunda suculenta nas mãos. Apertou com vontade. Ela apalpou seu pau, que duro quase saía de dentro da cueca. Abaixou a braguilha da calça e ela mais que depressa, com as duas mãozinhas gordinhas, liberou o cacete para fora. Punhetou-o com vontade. Ele gemia, o tesão era pleno. Ela abaixou, de repente, ficando de cócoras. Abocanhou o pau de uma vez só, e começou uma chupada vigorosa. Sua língua passeava pela cabeçorra intusmecida do pau, enquanto olhava com tesão para cima, encarando-o. Ele a puxou de volta, beijou-a e a colocou de costas, encostada na parede. “Tem camisinha aí?” ela perguntou. Putz, camisinha. Não sabia o que era isso desde que havia se casado. Foi como uma ducha de água gelada. Se afastou dela, ela se virou. “Não, você não tem não??”, perguntou de volta. Ela sorriu, disse “Bobinho, também não uso com meu marido. E nunca precisei até hoje. Mas vamos dar um jeito nesse pau gostoso para não deixá-lo murchinho…”

Encostou ele na parede e voltou a beijá-lo, abriu sua camisa, foi descendo com a língua pelo peito, lambeu seus mamilos enquanto massageva o pau ainda recentemente melado com sua saliva. Caiu de boca pela segunda vez, agora com mais rapidez, chupando de olhos fechados, enquanto alisava suas bolas com as mãos, carinhosamente. Sentiu a respiração dele arfar, aumentou a pressão dos lábios em volta do caralho, engoliu tudo, até a garganta, 1, 2, 3 vezes… nesse mesmo ritmo… e logo um jato de leite quente explodiu em sua boca. Parou de chupá-lo e deixou-o gozar tudo. Engoliu, como uma perfeita dama, aquele gozo abundante. Só tirou a boca quando sentiu o pau amolecer, aos poucos, nas suas mãos.

Beijou-o com doçura e falou no seu ouvido: “Perdeu a oportunidade de comer a minha buceta, gostoso. Estou toda molhada pra você, desde aquele beijo do presente, mas…”

Se afastou rapidamente e sumiu na escuridão da rua, enquanto ele, atordoado ainda ajeitava a blusa pra dentro da calça. Maldita fidelidade!, pensou. “Papai Noel não foi tão bom comigo quanto era no tempo que sempre tinha um preservativo na minha carteira.”

— Tio Carioca.

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