conto desejo matinal

Desejo matinal: Um conto a quatro mãos

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O conto de hoje não é exatamente meu, ou melhor, a ideia e o começo dele são meus (e só por isso não entrou nos Contos do Leitor), mas quem o finalizou foi o lindo O Lobo. O conto tava empacado há 1 ano já, então nada mais justo que alguém terminasse ele pra mim, ainda mais uma pessoa que escreve bem e de um jeito que eu adoro. Espero que vocês gostem também.

Desejo Matinal

conto desejo matinal

O sol entrava pela janela diretamente sobre o corpo dela. A pele branca praticamente brilhava. Estava de bruços, somente com um lençol branco cobrindo suas partes íntimas. Ficou um tempo a observando, admirando, até que percebeu que ficara excitado com a cena. Com ela ainda dormindo, se aproximou. Afastou seus cabelos deixando seu pescoço à mostra e beijou levemente. Desceu até suas costas, encostando seu corpo no dela, deixando-a sentir a rigidez de seu membro roçando em sua bunda.

Continuou beijando suas costas e descendo. A ouviu gemer baixinho, indicando que estava despertando. Suavemente ela arqueou suas pernas, revelando uma pequena lingerie, transparente, que a essa altura já denunciava que estava lambuzada com o toque daquele homem sedento. Seus dedos desceram por suas costas num toque suave, sutil, chegando à sua bunda que se arrepia deliciosamente num convite para continuar. Faz o contorno como quem contorna um objeto desejado ate chegar à entrada da sua buceta. A sente úmida e quente. Prova o dedo, sente o gosto. É o que ele precisa pra se saciar. Lentamente introduz o dedo abrindo espaço. Ela se contorce, recebe com prazer o dedo rápido, ágil, como se já tivesse percorrido aquele caminho diversas vezes, mas era a primeira vez. Era a sensação de ter aquele corpo em suas mãos pela primeira vez, o primeiro toque, o primeiro gosto, e ela se contorcia deliciosamente ao ritmo de seus dedos, seu quadril iniciava um movimento circular que era capaz de enlouquecer qualquer homem que visse essa cena a distância. Ele inclinou seu corpo pra frente e colocou os cabelos ruivos de lado revelando o pescoço alvo, macio, cheiroso e com um beijo foi apresentado a ele. Mordeu. Ela já não se aguentava de prazer e ele sentiu seu desespero, as palavras eram desnecessárias, ela precisava dele, queria ele.

Ele se encurvou sobre aquela deliciosa mulher, que empinou a bunda, numa coreografia que dispensava ensaios, cada um já sabia o seu papel. Lentamente introduziu a cabeça do seu pau pulsando até a base. Enquanto ela sente cada centímetro invadi-la, abrindo, possuindo. Seu gemido é delicioso. Seu corpo arrepiando, um detalhe que fazia toda a diferença. E ele admirando aquela cena por cima, dominante e dominada, era o senhor daquela mulher naquele momento, entregue ao seu desejo, sujeita ao seu peso, sua força, sua fome, cabia a ela apenas permitir que ele entrasse e saísse como quisesse. E ele queria, com força.
Puxava os seus cabelos sendo tomado por uma vontade quase que irracional. Seu carinho e delicadeza começam a ceder espaço ao desejo, ao sexo, ao instinto. Os cabelos ruivos escorrendo por entre os dedos, que seguravam com firmeza. Ela se empinava, com força tentava elevar os quadris enquanto aquele homem, agora quase selvagem, empurrava seu corpo na direção contrária. O pau entrava profundamente, como quem quisesse rasga-la em dois. Uma mistura de dor e tesão tomava conta daquela mulher que já não se reconhecia mais. Que violência era aquela que a deixava tão excitada? Como podia ela gostar de um ato tão bruto? Mas seu raciocínio era interrompido pelas estocadas fortes daquele macho por cima do seu corpo. Seu corpo tremia a cada entrada, sentia seus instintos se perderem, era só prazer da forma mais natural que podia sentir. Cada vez mais intenso e forte.
Seus gemidos aceleravam a medida que a velocidade daquela dança aumentava. Os dedos daquele homem agora cravados naquela linda bunda branca. Os gemidos dão lugar a pequenos gritos, ambos estão enlouquecidos. Ela o sente jorrar dentro dela, quente, gostoso, seu corpo cede ao tesão e goza enlouquecidamente.

Exausta ela se deita e ele cai ao seu lado. Na janela, o sol já não brilha mais. Agora, apenas o breu da noite abraça o corpo daquele casal entregue ao prazer, aguardando apenas o próximo nascer do sol para repetirem a dose.

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